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Um dos principais artistas plásticos indianos afirma que ficou "atordoado e indignado" ao descobrir que várias de suas pinturas em uma exposição que ele estava inaugurando eram falsas.

A mostra na galeria de arte Dhoomimal, em Déli, deveria exibir as obras de SH Raza até o final do mês, mas a exposição acabou cancelada.

A galeria fechou a mostra assim que Raza mostrou as telas falsas, mas disse que obteve as obras da família do próprio pintor.

De acordo com proprietários de galerias de arte e peritos no país, há um mercado crescente para telas falsas da maioria dos principais pintores na Índia.

Sobrinho

Raza, 86, disse que, quando chegou à galeria no último sábado (17), identificou as telas falsas.

"Nesta fase da minha vida, isso era a última coisa que eu queria fazer --aparecer em uma exposição de minhas próprias telas falsas", escreveu Raza no jornal indiano "Mail Today". "Estou muito chateado e não consigo me conformar."

Raza contou que seus amigos sugeriram que ele processe a galeria, mas o pintor disse que ainda não decidiu se vai fazer isso.

O artista disse que episódios assim são ruins para a reputação da arte indiana. "Nós precisamos descobrir como isso aconteceu", escreveu Raza.

A proprietária da galeria, Uma Ravi Jain, disse à BBC que as obras de Raza para a mostra foram obtidas junto ao sobrinho do pintor.

Só duas das pouco mais de 30 telas em exposição faziam parte do próprio acervo da galeria, de acordo com Jain.

"O restante veio da família de Raza, então nós não suspeitamos que eram falsas", afirmou a dona da galeria. "Esta é a primeira vez que tivemos uma experiência assim."

Falsificação "original"

Um dos amigos de Raza, que o acompanhou à exposição, contou que as pinturas eram obviamente falsas.

"Se você tem um original e faz uma cópia, você ainda vai reter o estilo do artista", disse o crítico Ashok Vajpayee ao "Mail Today". "Mas, quando você faz algo totalmente desvinculado ao que o artista costuma fazer e passa adiante sob a assinatura dele, é, na verdade, uma falsificação original."

Raza, cujas obras foram vendidas nas principais galerias do mundo por altas somas, hoje vive e trabalha na França. A proprietária da galeria admite que falsificações se tornaram um grande problema na crescente indústria da arte da Índia.

"Há muitas falsificações circulando no mercado", disse Jain. "Elas se tornaram um grande problema."

Andrew Wyeth deixa a paisagem americana, o pintor mais popular dos EUA ficou conhecido pelo realismo de suas telas; ele morreu após breve enfermidade nesta sexta-feira, aos 91 anos, em sua casa de Chadds Ford, Pennsylvania (EUA), o pintor já era uma espécie de monumento nacional americano.

Wyeth sempre deu um jeito de encaixar elemento nas paisagens de sua obra, fosse uma casa ou uma garota, que acenasse com certa esperança no fundo da tela. Começou a pintar cedo por influência do pai ilustrador. Não frequentou a escola por ser uma criança doente, mas o pai se encarregou de sua formação.

Wyeth, que expôs pela primeira vez em 1937, passou ao largo das discussões intelectuais que revolucionaram a arte americana e levaram ao advento do expressionismo abstrato nos anos 1950. Seu olhar denuncia certa nostalgia do mundo rural, incorporando o imaginário pastoral como se fosse um pintor do século 19, um Constable de cores claras e certa inclinação para o transcendentalismo.

Seu quadro mais famoso é "O mundo de Christina" (1948) paisagem cheia de melancolia, pintada, como muitas das suas telas, com têmpera de ovo, uma técnica que segundo ele o obrigava a desacelerar sua pintura.

Wyeth foi o primeiro artista norte-americano desde John Singer Sargent a ser admitido na Academia Francesa de Belas-Artes, e o primeiro artista norte-americano vivo a ter uma exposição na Real Academia de Artes de Londres, segundo a nota do museu.

Em 2006, uma exposição da sua obra no Museu de Arte de Filadélfia atraiu 177 mil visitantes, maior público para um artista vivo nesse museu.